
Setor das Infra-estruturas
Com a aprovação em 2004 da lei sobre as Pacerias Público-Privada (PPP), o Governo Brasileiro quis adotar uma nova normativa que visasse a atração de investimentos privados no setor de infra-estruturas, ponto fraco da economia brasileira, que precisa de grandes investimentos para sustentar o crescimento econômico do país.
A economia Brasileira, em especial a componente das exportações, tem ritmos de crescimento muito rápidos que precisam de infra-estruturas mais modernas e adequadas para o desenvolvimento do país.
O Governo Federal esta, portanto, avaliando ações para a modernização e a ampliação das próprias infra-estruturas, com especial atenção para a malha ferroviária, debido também ao aumento do preço do combustível para veículos.
Neste sentido, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), está interessado em financiar investimentos destinados a este setor, especialmente no que diz respeito á realização de motrizes, vagões e gestão de serviços de manutenção ferroviária.
>> Pacerias Publico-Privada (PPP)
O papel das empresas italianas no Brasil já ativas no setor das infra-estruturas
A PPP, aprovada em dezembro de 2005, constitui um instrumento importante para o desenvolvimento do país e abriu a porta para impreendimentos de empresas italianas. Atualmente, várias empresas italianas são ativas no ambito das infra-estruturas brasileiras.
Gruppo Danieli: Em joint venture com a companhia Vale do Rio Doce (CVRD), a mais importante companhia de mineração brasileira, e os coreanos das |Dong Kuu Steel Mill, o Grupo Danieli deveerá realizar até 2008, no complexo industrial e Portuário do Pecem, situado a 56 km de Fortaleza, um grande investimento no setor siderúrgico (Usina Siderúrgica do Ceará) por um total de US$ 500 mi.
O referido investimento estaria assim dividido: 340 mil. por parte de Médiocredito Centrale, 110 mil. por parte do BNDES e os restantes 50 mil por parte do BNB.
Esta joint venture setrá assim constituida: 30% da Danieli, 20% da Vale do Rio Doce e 50% da Dung Kuu Steel Mill.
O projeto prevê a construção ex-novo de uma installação siderurgica com tecnologia não poluinte, distribuída em uma área de 300 hectaries, capaz de realizar produtos siderúrgicos para um valor de 300 milhões de Dólares.
Na joint venture, o Grupo Danieli fornece as máquinas e a tecnologia para a fabricação de laminados em aço; a produção, que representa aproximatamente o 5% do PIB do Ceará, será destinada a exportação, maiormente para a indústria coreana.

Gruppo ENEL: Em 2000, a Enelpower, com um investimento de US$ 83 mil., comprou 30% da companhia local de energia Inepar enerfgia AS.
No final do mesmo ano, através do consórcio INEPAR/ENELPOWER, o grupo italiano adjudicou-se, superando as concorrentes empresas brasileiras, argentinas, francesas e da Espanha, um dos três lotes para a construção de três líneas de 500kv do sistema elétrico brasileiro para um cumprimento de 1.095 km.
A línea liga a bacia produtiva da Lagoa Serra da Mesa, no Estado de Goiás com Governador Mangabeira.
Também é previstauma a concessão por trinta anos da mesma línea, pagando um cânone á ANEEl (Agencia Nacional de Energia Elétrica).
Em Março de 2002, Enelpower fechou um acordo com a ANEEL para a realização de uma dorsal nord-sud do sistema brasileiro de interconexão elétrica; este trecho de alta tensão (500kv, 1.278 km) une os hemisfério setentrional e meridional do país através dos Estados do Maranhão, Tocantins e Goiás.
O valor do projeto, 70% financiado por o BNDES, é de 400 milhões de Euros.
Também nesse projeto a Enelpower conseguiu obter uma concessão de 30 anos que garante a completa gestão da estrutura.
No final de outubro 2002, a Empresa TST (Transmissora Sudeste Nordeste), pelo 98,2% controlada por Enelpower, firmou com o BNDES um contrato de financiamento de 150 milhões de Euros para a construção e funcionamento de uma línea de transmissão elétrica de alta tensão de 1.095 km (LT Sudeste/Nordeste).
Gruppo Meccaferri: A Meccaferri do Brasil Ltda., presente no Brasil desde 1974 com a unidade de Jundiaí (Estado de São Paulo), produze estruturas metálicas para a defesa ambiental da engenharia nuclear. Foi o primeira industria neste setor na América Latina.
Impregilo: Esta empresa italiana de engenharia civil é presente no Brasil no setor das construções infra-estruturais já há vários anos. Entre os contratos atualmente em execução pode-se assinalar o projeto hidroelétrico de Ponte da Pedra, em joint venture com a empresa Sueca Skansa BOT, no Estado do Mato Groso e Mato Groso do Sul, bem como contratos de gestão administrativa, em regime de concessão, dos trechos rodoviários da Ecovia Caminho do Mar no Estado de Santa Catarina, Ecovias dos Imigrantes no Estado de São Paulo, Ecosul no Estado do Rio Grande do Sul.
Italferr: Após a firma do memorando de entendimento entre o Ministério das Infra-estruturas e Transportes italiano e os Governos do Distrito Federal e Goiás em 17 de Março de 2006, começaram os primeiros contatos com as Autoridades locais para a realização da linha ferroviária de alta velocidade entre Brasilia e Goiânia.
A Italfer está atualmente avaliando o estudo feito pela parte brasileiras, para poder propor um cronograma de realização da obra.
Rivoli: Após chegar ao Brasil graças á adjudicação de uma licitação para a instalação de 80 pontes pré-fabricadas no Estado do Mato Groso, por um valor de US$ 65 milhões, a Empresa ganhou um processo licitatorio no Estado de Tocantins para a construção de 150 entre pontes e viadutos, por um valor de US$ 340 milhões .
Ademais, é presente com a produção de banheiros e pré-fabricados em cemento, além de desenvolver projetos para a edilícia carcerária.
Em 2004 adjudicou-se uma nova ordem por um valor de US$ 100 milhões para a construção no Estado do Maranhão de pontes pré-fabricadas (em substituição daqueles de madeira) para a viabilidade ordinária.
Notas legais
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