
AGRICULTURA E AGROINDÚSTRIA
Como todos os sectores da economia angolana, também a agricultura se está gradualmente a recuperar depois de cerca de trinta anos de guerra civil e as traumaticas mudanças ligadas ao sistema de produção marxista-leninista adoptado até 1991. Desde o fim da guerra em 2002 registou-se um aumento da produção em todo o territorio nacional, mas ainda muito resta por fazer para atingir os níveis de produção necessários para satisfazer as necessidades do mercado interno e para a exportação.
Segundo os dados do FMI, EM 2004, o sector agrícola e a pesca constituiam somente 8,2% do PIB angolano, um valor decididamente baixo comparado às necessidades e ao potencial do país.
São numerosos os factores positivos para investir na agricultura e na agroindústria em Angola. Antes de mais a vastidão e a variedade de um território em grande parte adaptado à cultivação: de Cabinda (Norte) ao Cunene (Sul) a variedade de terrenos e de clímas (do trópico ao mais temperado dos planaltos internos) permite o cultivo de uma vastíssima gama de culturas. Do café aos cereais, da fruta tropical à fruta europeia, das azeitonas ao algodão, da cana de açucar a uma ampla variedade de verduras.
Também a excepção de alguma àreas menos chuvosas e semi-desérticas (a província do Namibe no sul), Angola é um país rico de àgua, percorrido por numerosos rios, alguns dos quais pertencentes às maiores bacias hidograficas africanas (bacia do Congo e do Zambeze)
Um segundo elemento positivo é o caracter prioritário do sector agrícola para o desenvolvimento da economia angolana. A grande maioria da população angolana é de tradição camponesa: a agricultura é vista como instrumento central para a luta contra a desocupação, sobretudo nas àreas rurais mais pobres. O sector também é estratégico para a necessária e inadiavel diversificação da economia angolana, ainda independente de maneira excessivamente desiquilibrada do sector petrolífero. Uma terceira razão é representada pelo facto de que mesmo avendo um enorme potencial agrícola, Angola deve recomeçar praticamente do zero. Tudo isso está levando os angolanos a uma maior solicitação e procura de sócios estrangeiros para investir nos seus terrenos.
O desafio de dever criar um mercado destruido pela guerra e pelo comunismo já foi obtido com proveito pelos israelitas, muito activos em Angola. Para ter uma ideia das necessidades de produção do país, basta pensar ainda que a maior parte do arroz, do milho e do trigo consumido é importado.
Algumas das novidades são as seguintes: o Banco Mundial meterá a disposição de Angola 25 milhões de dólares para todos os projectos agrícolas; está prevísta a construção de açucareiras , está em fase de projecção um sistema de irrigação para todas as províncias.
Tudo acíma dito vale também para a agroindústria e para a indústria de transformação: Há uma necessidade de maquinaria agrícola, com a crescente solicitação de tecnologia italiana, para além da necessidade de melhorar os sistemas de conservação, transformação e comercialização. Angola não tem uma tradição em tal sector, e também por isso tem urgente necessidade de investimentos e inovação. Muitas são as empresas sul africanas que ja investiram neste campo e que estão conqusitando crescentes fatias do mercado.
As perspectivas rosadas de desenvolvimento agrícola devem no entanto ter em conta alguns dos factores negativos que incidem na escolha das àreas:
- a presença de minas em numerosas zonas do país;
- a escassa qualidade ou a falta total de infrastruturas e de serviços nas zonas rurais;
- o baixíssimo nível de formação e especialização da força de trabalho, que depois de décadas de guerra e deslocações forçadas geralmente perdeu a experiência necessária;
- o regime fundiario angolano que tal como em muitos paises africanos pode criar complicações. Todavia a nova lei sobre a terra melhorou o quadro normativo.
Notas legais
|
credits | F.A.Q.