
RELAÇÕES ECONÓMICAS E ANALISE DO INTERCÂMBIO ITALO-ANGOLANO
As notáveis necessidades de Angola para alimentar a população e promover o desenvolvimento implicam uma ampla solicitação de importações de bens de investimento, bens intermédios e bens de consumo que a Itália é capaz de satisfazer, dadas as caracteristicas peculiares do próprio modelo de especialização internacional e a possibilidade de explorar as tecnologias do nosso país para a laboração das matérias primas existentes em Angola.
Os sectores mais interessados pelas empresas italianas vão do agroindustrial, à mecanização agrícola, da transformação alimentar à madeira e marmores, da construção civil de materiais de construção aos veículos, da electrónica e telecomunicações à mecânica com muitos segmentos do mercado de bens de consumo e de luxo.
A Itália é em ordem numérica o 14° importador de productos a partir de Angola (petróleo, pedras, productos da sivicultura), enquanto é classificada como o 11° exportador para Angola com uma quota do mercato de 2,3%.
A síntese das duas correntes das trocas, são um avanço comercial de 75 milhões de euros para a Itália, o mais elevado nos últimos 10 anos.
As exportações italianas, crescidas em 2005 de 32,1% em comparação a 2004, de 18% em 2006 e de 16% em 2007, referem-se essencialmente a tubos, conservas, alimentos, máquinas, mobiliario e vestuário.
A quantidade dos productos made in Italy vendidos no mercado angolano é todavia de longe superior aos dados das estatísticas oficiais porque, muitos entram em Angola através das triangulações de importadores-exportadores portugueses.
Notas legais
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